quinzenal
17|ABR
2015
folhacds
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Portas salvou as OGMA
Porém, em 2007 os lucros ascenderam aos 6,2 milhões de euros. Maior peso de produção na aviação civil e reforço na manutenção levaram a um crescimento de 385%. Em 2009 o número de trabalhadores sindicalizados no SITAVA, associado à CGTP, cai 33% e em 2011 as OGMA fecharam o ano com lucros de 10,8 milhões de euros. Tal permitiu distribuir 15% do seu lucro líquido aos trabalhadores, num total de 1,8 milhões de euros. Em 2012, os lucros das OGMA foram de 9,4 milhões de euros, distribuindo 1,6 milhões pelos trabalhadores. Já em 2013, as OGMA investiram 34 milhões de euros e foram criados 180 empregos. Paulo Portas recordou que estava "há poucas semanas" à frente do Ministério da Defesa quando lhe foi apresentada a situação de rutura financeira da empresa e que a solução encontrada foi "assumir um modelo não apenas de restruturação, mas de privatização, em que o Estado estivesse presente, mas com parceiros internacionais para apanhar o voo da globalização".
Sobre a empresa Paulo Portas afirmou hoje que: "As OGMA continuam a ser uma referência de qualidade para gigantes da aviação que sabem avaliar o que é qualidade, continua a prestar serviços ao Estado numa área de soberania e vende os seus serviços junto de outras forças aéreas representantes de outras soberanias".
O Vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, esteve presente no passado dia 6 de Abril, nas comemorações dos 10 Anos da privatização das OGMA - Indústria Aeronáutica de Portugal, em Alverca.
Após os discursos dos presidentes da Embraer, das OGMA e do embaixador do Brasil em Lisboa, Paulo Portas confessou-se "emocionado" e quis deixar "um testemunho pessoal" do processo de privatização da empresa (hoje detida pela Embraer em 65%), que conduziu quando era ministro da Defesa.
As OGMA são uma empresa portuguesa fundada em 1918, dedicada à fabricação e manutenção de componentes de aviação. Importa fazer uma resenha histórica do passado recente desta empresa para melhor se compreender a importância que a privatização teve para a sua sobrevivência e sucesso.
Em 2005, o Jornal Avante publicava que “a anterior administração e a política de privatização abriram caminho para a destruição da empresa”.
Realça ainda que "se tivesse sido o Estado a investir haveria sempre um bom motivo qualquer ligado às crises financeiras para que o Estado não conseguisse investir nesta empresa e esta empresa teria soçobrado. E seria inconcebível do ponto de vista do interesse nacional que uma capacidade instalada desde 1918, e capaz de se renovar, soçobrasse".
Paulo Portas aproveitou para "agradecer a confiança, mesmo em momentos de dúvida, da maioria dos trabalhadores das OGMA". Quanto à decisão "acho que fizemos bem e a opção certa, passaram dez anos, as OGMA mantêm as suas certificações de qualidade para produzir e trabalhar para gigantes da aviação internacional, nada disso se perdeu, continua a prestar um serviço impecável à Força Aérea, continua a ser empresa de referência para reparar e manter equipamentos das forças aéreas europeias, africanas, latino americanas".
O Vice-primeiro-ministro lembrou que as OGMA "representam hoje na aliança com a Embraer um dos sinais de vitalidade maior na relação entre Portugal e o Brasil" e que a opção por um "gigante brasileiro" da aviação "faz toda a diferença".
"Imaginem que a privatização tinha levado as OGMA para apenas uma das construtoras europeias, seríamos apenas mais um num círculos de atores com mais poder e força em termos internacionais do que Portugal". assinalou.
Depois de agradecer ao actual Secretário de Estado Adjunto do Vice-primeiro-ministro, Miguel Morais Leitão, por ter liderado as OGMA até à privatização, Paulo Portas disse que "os números falam por si".
Uma vez que "em 2005 o volume de negócios da empresa estava nos 117 milhões de euros, dez anos depois está perto dos 170 milhões, cresceu, há dez anos as OGMA exportavam 77 milhões de euros, hoje em dia exporta o dobro, mais de 150 milhões de euros", concluiu.
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